Segunda-feira, 25 de Março de 2013

Pinacoteca Do Estado de São Paulo



Venho pensando em fazer um post sobre a Pinacoteca do Estado de São Paulo, mas por várias razões não esclarecidas vou deixando para depois.

Chegou o dia. Talvez por estar com saudades.

É o meu local preferido em São Paulo. Gosto muito da localização: vou de metrô! Metrô, sim! E desço na Estação da Luz. É claro que tento fugir do horário de pico, não sou louca, não!

(Abrindo parênteses: gosto muito de andar de metrô. Desde 1976... Gosto do cheiro, do barulho, do movimento, da tecnologia... Talvez ele me leve de volta à juventude e à Paris... Ando sempre que possível. E, em São Paulo, gosto ainda mais. Apesar das poucas linhas, tudo é tão bonito, novo, organizado, bem orientado e... a limpeza é de assustar!!!!! Não consigo entender como em uma cidade daquelas proporções e com tal movimento possa estar tudo tão cirurgicamente limpo. Vou colocar uma foto no final do meu post para demonstrar isso.) Fechei  parênteses.

O meu encantamento começa já na saída do metrô, na entrada da Pinacoteca. Toda a área é interessante, pictórica, única. E a Estação da Luz merece outra reportagem.

  A Pinacoteca do Estado é um museu de artes visuais, com ênfase na produção brasileira do século XIX até a contemporaneidade, pertencente à Secretaria de Estado da Cultura. Fundada em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, é o museu de arte mais antigo da cidade. Está instalada no antigo edifício do Liceu de Artes e Ofícios, projetado no final do século XIX pelo escritório do arquiteto Ramos de Azevedo, que sofreu uma ampla reforma com projeto do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, no final da década de 1990.  

Em 1999 o Jardim da Luz é restaurado e reaberto com a mostra “Esculturas Monumentais Europeias”, que marca o início da interação do mais antigo parque publico da cidade com a Pinacoteca.

 Em 2004, dando prosseguimento a seu processo de consolidação, a Pinacoteca do Estado de São Paulo incorpora o edifício do Largo General Osório que originalmente abrigava armazéns e escritórios da Estrada de Ferro Sorocabana. Totalmente reformado pelo arquiteto Haron Cohen, o local passa a chamar-se Estação Pinacoteca e recebe parte do extenso programa de exposições temporárias da Pinacoteca do Estado.

 A Pinacoteca realiza cerca de 30 exposições e recebe aproximadamente 500 mil visitantes a cada ano. O primeiro andar recebe as exposições temporárias e o segundo é dedicado à mostra de longa duração de nosso acervo. A área central abriga o Projeto Octógono Arte Contemporânea, e no térreo estão as áreas técnicas, o auditório e a cafeteria. Desde 2006 é administrada pela APAC – Associação Pinacoteca Arte e Cultura.

Seu acervo permanente é excepcional, bem distribuído, didático e as temporárias sempre me animam a voltar.

É um local para passar o dia. Com calma. Visite o jardim e não se esqueça de dar uma olhada na lojinha do museu, que possui uma ampla seleção de livros sobre arte, material de papelaria (adoro!!!) e alguns itens de lembrança.  

Num dos intervalos, para repor energias, visite o Flor Café, bem em frente ao Jardim da Luz. Cardápio enxuto, com opções para lanches e almoços rápidos (O cappuccino é especial). Eu tento  sempre uma mesa na área externa.

  http://www.pinacoteca.org.br







Foto de Renata Baião


  




























Metrô São Paulo - Estação Consolação.


Segunda-feira, 18 de Março de 2013

Call Parade em São Paulo


Percorrendo as ruas de São Paulo fiquei encantada com várias expressões artísticas em orelhões.

Claro, comecei a fotografá-los e, ao chegar no hotel, fui pesquisar seus significados.

a Call Parade é um projeto da Vivo, que aconteceu no ano passado, que incentivou a conexão entre artistas, seus realizadores e a população, promovendo uma exposição coletiva dos orelhões que receberam intervenções de artistas selecionados por uma comissão julgadora. 

O projeto imprimiu arte em 100 orelhões das ruas da cidade. 
Os orelhões estão distribuídos em oito circuitos que contemplam os principais bairros da região metropolitana de São Paulo.

A ideia poderia se espalhar por outras cidades também, não acham?
Além de alegrar, colorir, humanizar nossas cidades certamente aumentam a vida útil dos aparelhos, pois ainda estão por aí a me chamar o olhar quase um ano após o projeto.

BRAVO! 

No site abaixo, vocês encontrarão todos os orelhões que fizeram parte do projeto, os artistas responsáveis e a classificação final.


http://callparade.com.br/












Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2013

Falando em Grafite:



Andando nas ruas do centro de Florianópolis, há meses venho admirando o trabalho de grafite nas paredes da padaria que vem ganhando o prêmio de melhor pão da cidade há anos: O Padeiro de Sevilha.
 Finalmente estou com a máquina fotográfica pronta e resolvo entrar para perguntar o nome do autor do trabalho:
Ele é Paulo Ricardo da Rosa, vulgo Noia! Têm 23 anos, grafita há mais ou menos 08 anos. Estudante de Publicidade e tem pretensões de se especializar em Artes Plásticas. Muitas vezes trabalha em conjunto com outro grafiteiro, Gabriel Pereira dos Santos quando assinam Sanoia.








Grafite ou grafito, do italiano graffiti, significa em latim “escritas feitas com carvão”, vêm da palavra “graphein” que em grego significa “escrever”, sendo também o nome que se dá ao material de carbono que compõe o lápis, de onde se conclui que graffitis, na verdade, significa escrever com carvão, desde o Império Romano.

Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado sobre um suporte que normalmente não é previsto para esta finalidade.
Por muito tempo visto como um assunto irrelevante ou uma contravenção, atualmente já é considerado uma forma de expressão artística, incluída no âmbito das artes visuais, mais especificamente da street art ou arte urbana.

Se analisarmos bem, até as pinturas rupestres podem ser consideradas uma forma Pré-histórica do grafite. Milhares de anos depois, no final da década de 1960, jovens do bairro do Bronx (NY), restabeleceram esta forma de arte, não mais usando o carvão e sim o Spray. O Grafite surge nos guetos unido ao Rap, e ao Break.

Normalmente distingue-se o grafite, de elaboração mais complexa, da simples pichação, quase sempre considerada como contravenção. No entanto, muitos grafiteiros respeitáveis, como Os gêmeos, autores de importantes trabalhos em várias paredes do mundo, aí incluída a grande fachada da Tate Modern de Londres, admitem ter um passado de pichadores. Na língua inglesa, contudo, usa-se o termo graffiti para ambas as expressões.

Desde o início os artistas eram chamados de Writerse (escritores), costumavam escrever os seus próprios nomes ou chamar a atenção para problemas do governo ou questões sociais da realidade em que vivem.
Tais desenhos eram feitos, na maioria em trens ou em muros porque o verdadeiro interesse do graffiteiro era passar aquela mensagem para o maior número de pessoas. 

Grafiteiros criaram depois os chamados “Tags”, que são na verdade como uma marca registrada, ou seja, as suas assinaturas. Alguns até criam figuras, personagens, usados nos seus grafites, os chamadas “bonecos”.

A partir do movimento contracultural de maio de 1968, quando os muros de Paris foram suporte para inscrições de caráter poético-político, a prática do grafite generalizou-se pelo mundo, em diferentes contextos, tipos e estilos, que vão do simples rabisco ou de tags repetidas, como uma espécie de demarcação de território, até grandes murais executados em espaços especialmente designados para tal, ganhando status de verdadeiras obras de arte.

Modalidades: 

Grafite 3D: desenhos concebidos a partir de ideias visuais de profundidade, sem contornos. Exige domínio técnico do grafiteiro na combinação de cores e formas.

WildStyle: tem o formato de letras distorcidas, em forma de setas, que quase cobrem o desenho.


Bomber: são letras gordas e que parecem vivas geralmente feitas com duas ou três cores. 


Grafite artístico ou livre figuração: nesse estilo vale tudo: caricaturas, personagens de história em quadrinhos, figurações realistas e também elementos abstratos.

Grafites com máscaras e spray: facilita a rápida execução e disseminação de uma marca individual ou de grupo.



Principais termos e gírias utilizadas nessa arte:

• Grafiteiro/writter: o artista que pinta.
• Bite: imitar o estilo de outro grafiteiro.
• Crew: é um conjunto de grafiteiros que se reúne para pintar ao mesmo tempo.
• Tag: é a assinatura de grafiteiro.
• Toy: é o grafiteiro iniciante.
• Spot: lugar onde é praticada a arte do grafitismo.

Todas as informações foram colhidas do site:
HTTP://pointdaarte.webnode.com.br


Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2013

Adriana Varejão - Histórias às Margens


Mais um ano que inicia. 2013: um belo número.

Meu blog ficou tão abandonado que fico até insegura em retoma-lo. Mas, vamos em frente, SEMPRE!
Decidi mudar seu nome para Arte Agora. Porque, afinal, nem sempre posso estar em Paris, embora ela sempre esteja em meu pensamento.

E a Arte é essencial na minha vida. Qualquer manifestação artística: pintura, escultura, grafismo, literatura, fotografia, artesanato. Afinal, como disse Leonardo da Vinci: “A arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível”.


Começo falando sobre o trabalho da artista plástica mais cara do Brasil e segunda da America Latina: Adriana Varejão (sua obra “Parede com Incisões a La Fontana II” foi arrematada por quase três milhões de reais em um leilão da Christie’s, perdendo apenas para o colombiano Botero).

Adriana apresentou no Museu de Arte Moderna de São Paulo, a mostra intitulada “Histórias às Margens” até 16 de dezembro de 2012. E, a partir de 17 de janeiro, o projeto vai para o MAM Rio. Está será a primeira panorâmica da artista na cidade.

Conforme as palavras da artista, “margem remete a mar, mas também àquilo que está fora do centro”. Daí o título da mostra.

Visitei a exposição em outubro de 2012 onde fiz todas as fotos aqui apresentadas.

A curadoria da exposição é de Adriano Pedrosa e reúne 42 trabalhos realizados ao longo de 20 anos de carreira da artista. Em suas obras, nota-se um exagero, característico do Barroco, fonte de inspiração declarada de Varejão, especialmente com elementos da cidade mineira de Ouro Preto, sempre usados de forma forte, num questionamento do uso dos escravos para construir obras tão belas, como anjos. A China também é presente de forma constante em seu trabalho, depois de dez anos de convívio com o tai chi shuan em sua vida.

Nas palavras do curador Adriano Pedrosa, “como espécies de histórias às margens das próprias pinturas da artista. O que está em questão com o título da mostra, e o que a obra de Varejão reafirma, é o próprio estatuto de ‘História’, que em português (diferentemente do inglês) pode abarcar tanto narrativas históricas quanto ficcionais”.


















 O MAM Rio fica na Avenida Infante Dom Henrique, número 85, Parque do Flamengo. 
Serviço:
Adriana Varejão – Histórias às Margens
De 17/01 a 17/03/2013
Terça a sexta de 12h às 18h – Sábados, domingos e feriados de 12h às 19h

http://www.adrianavarejao.net/home/
 http://www.mam.org.br/
http://www.mamrio.com.br/